terça-feira, 31 de maio de 2011

Para Refletir...

“Quando os ricos fazem a guerra, são sempre os pobres que morrem”.

“O importante não é aquilo que fazem de nós, mas o que nós mesmos fazemos do que os outros fizeram de nós”.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Outras características das Doenças compulsivas!


As doenças compulsivas se instalam e se desenvolvem, na medida que nossa fixação oral passa a extrair, dos objetos da compulsão, alívio e prazer compensador das frustrações; e isso vai nos transformando em dependentes. No decorrer do tempo, no curso de nossa carreira de adictos, vamos adquirindo comportamentos, num quadro peculiar a todos dependentes. Às vezes, outros aspectos da personalidade do compulsivo podem conferir a este quadro matizes diferenciados, como por exemplo, um usuário de drogas com uma personalidade psicótica, ou um jovem apenas tímido, ou muito nostálgico. Esses aspectos fazem muita diferença na hora do tratamento. Por enquanto, é importante aprendermos a identificar oquadro clínico e o curso da doença, com suas características.

E uma doença progressiva

A doença vai se instalando lentamente, avançando os limites da própria pessoa, esticando o couro, engordando dia a dia. Esse processo pode levar anos. A quantidade de comida ingerida vai aumentando progressivamente, enquanto diminuímos os intervalos entre uma e outra refeição. Aumenta a quantidade de gordura acumulada no organismo, aumentando a gravidade dos danos causados ao corpo e à saúde no geral. A progressividade da doença se deve, em última análise, ao caráter próprio da compulsão ou ao próprio caráter da pessoa que pode se traduzir por: “um é pouco e dez não satisfiz” Gostamos também de comparar a compulsão àquelas crianças que, esperneando, se jogam no chão e gritam: “Eu quero!!!” ao primeiro não da mãe. 

Primeira parte

ElizabethChimicati

sábado, 28 de maio de 2011

Dependência /Adicção




“Os adictos São pessoas que têm uma predisposição de reagir
aos efeitos das drogas de maneira específica, isto é, de
uma maneira tal, que tratam de usar seus efeitos para satisfazer
um desejo oral arcaico, que é, ao mesmo tempo, um desejo
sexual, uma necessidade de segurança básica, e de conservar
a auto-estima ” (FENICHEL, OTTO. Teoria psicanalítica de
las neurosis). A privação do prazer, a falta de segurança básica e a
perda da auto-estima são vividas pelo dependente como um
desmoronamento, aniquilação, ameaça iminente de morte
psicológica. A urgência de alivio dessa ameaça leva o adicto a
estabelecer um vinculo de vida ou morte com a droga. As primeiras
experiências com as drogas trazem alivio para essa ansiedade,
gerada pelo caos que esta sendo vivido como aniquilamento do
ego. Ao passar o efeito das drogas, e na Volta a consciência da
realidade, o adicto, frente a essa ameaça, mais sensível e mais
fragilizado, Volta ao uso da droga que vai se tornando vital para
ele. Progressivamente, e no desenvolvimento e avanço da doença,
estabelece-se, assim, a dependência, cada vez mais solidificada
pela síndrome de abstinência. O adicto não acredita mais ser possível
viver sem a droga. A grande dificuldade do processo de recuperação
é que, além de ter que superar a dependência, ele terá também
que confrontar com todos os seus fantasmas, deixados ou criados
no passado de ativa.
Na compulsão pela comida, temos ainda que conviver com
inúmeros desconfortos. Quem de nos nunca acordou à tarde,
apos a soneca do almoço, com um tremendo mal-estar digestivo,
com aquela comilança completamente encalhada no estômago?

Obesidade uma doença do afeto

ElizabethChimicati & Sálvio Maciel

sexta-feira, 27 de maio de 2011

São as suas escolhas que definirão a sua essência,...




Emagrecer dá trabalho, é necessário inclusive, melhorar como pessoa. O caráter dos toxicômanos vai se deteriorando com o uso das drogas.  

.. .”Carrega consigo a obrigação de responder pelos próprios atos, um encargo que torna o homem o único responsável pelas consequências de suas decisões. E cada uma dessas escolhas provoca mudanças que não podem ser desfeitas, de forma a modelar o mundo de acordo com seu projeto pessoal. Assim, perante suas escolhas, o homem não apenas torna-se responsável por si, mas também por toda a humanidade”.
“Essa responsabilidade é a causa da angústia dos existencialistas. Essa angústia decorre da consciência do homem de que são as suas escolhas que definirão a sua essência, e mais, de que essas escolhas podem afetar, de forma irreversível, o próprio mundo. 

A angústia, portanto, vem da própria consciência da liberdade e da responsabilidade em usá-la de forma adequada”. 
                                              Jean Paul Sartre

Em 1983 eu fui para a faculdade fazer psicologia, para estudar Freud. Já no primeiro período eu havia me apaixonado pelos existencialistas e humanistas, ao estudar filosofia.
O conceito de que o homem precede a essência, não é para ser discutido neste trabalho, vou limitar-me a alguns conceitos que atendem à necessidade do meu trabalho.
Primeiro é o homem como um ser de possibilidades, um vir a ser. Isso é simplesmente maravilhoso, pois deposita em cada um de nós a responsabilidade por nossos atos, nossas vidas e conseqüências de nossa liberdade. Segundo Jean Paul Sartre o homem está condenado a ser livre. Isso se aplica perfeitamente a este trabalho, quem já leu o primeiro livro já está bem familiarizado com minhas idéias e foi a incorporação desse conceito que salvou minha vida.
Ao entender que minha vida, nada mais é do que o resultado de minhas escolhas, isso me libertou completamente. Começou com a obesidade: é impossível ter um corpo bacaninha, me empanturrando de comida. Eu sabia, eu via que; comia diferente das outras pessoas, da quantidade ao ritmo, da freqüência à qualidade. E isso só poderia ter uma conseqüência a obesidade.
Ao estudar esses filósofos eu fiquei deslumbrada, mas, isso não era tudo. Eu não sabia como me livrar das consequências de minhas escolhas alimentares. 
Apenas ao iniciar meu trabalho com dependentes químicos foi que as coisas começaram a se organizarem. Veja como é fantástico a questão de escolhas e conseqüências.
O meu amigo Sálvio me convidou para formarmos um grupo de ajuda à dependentes químicos. Um horror sair à noite, três vezes por semana... e um trabalho  filantrópico? 
Por que um horror? Cá pra nós, é nosso horário de deitar no sofá, pegar uma bacia de guloseimas e mandar ver. Eu iria perder isso. E  quebrar esse ritual era impensável. Dei todas as desculpas possíveis, eu nunca..., eu não sei..., O que eu vou fazer lá?..., mas, Sálvio é muito astuto e muito sábio, e disse para mim. 
"Vamos, você fica lá no grupo, você é inteligente e vai logo, logo saber o que fazer".
Por que esta escolha salvou minha vida? – foi lá nesse grupo que eu entendi o que acontecia comigo, a partir de então aqui estou, compartilhando sempre o melhor de mim, mesmo com alguns erros. Eu quero comunicar é a essência.
Eu quis mostrar a vocês como nossas escolhas formam nosso destino. Não apenas estou com um corpo bacana, minha saúde está ótima e minha vida mudou radicalmente, eu faria tudo outra vez. 

ElizabethChimicati

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Paciente ou Cliente?









          Isso faz diferença? – Faz e muita.
A forma como eu vejo o outro vai determinar minha atitude com esse outro. Ele terá um papel ativo ou passivo frente a si mesmo e ao mundo.
                   
QUEM É O PACIENTE?

paciente 

(latim patiens, -entis
adj. 2 g. s. 2 g.
1. Que ou quem sofre sem reclamar. = conformado, resignado, submisso ≠ inconformado, revoltado
2. Que ou quem tem paciência. ≠ impaciente
adj. 2 g.
3. Que espera tranquilamente. = calmo, sereno
4. Que não desiste. = perseverante, persistente ≠ impersistente, volúvel
s. 2 g.
5. Pessoa que vai sofrer a pena de morte. = padecente
6. Qualquer pessoa sujeita a tratamentos ou cuidados médicos. = doente
Doente 
adj. 2 g.
1. Que tem doença.
2. Fraco; achacadiço; enfermo.
s. m.
7. Filos. O que recebe ou sofre a acção! de um agente.
8. GramO complemento directo! do verbo; o sujeito do verbo passivo. (Contrapõe-se a agente.)
A definição três não se refere a nenhuma virtude, me lembrar uma música DO Raul Seixas, Oro de tolo.


QUEM É O CLIENTE?
cliente 

(latim cliens, -entis
s. 2 g.
1. Constituinte (com relação ao procurador ou advogado).
2. Doente (com relação ao seu médico).
3. Freguês.
4. Ant. O que estava sob a protecção! de um patrício romano.

          Essa definição não me satisfaz. Pense no cliente como consumidor, o bom cliente é claro. Aquele que conhece seus direitos sabe o que quer e sabe colaborar para o sucesso do que seja. Existe até o órgão de proteção ao consumidor.
QUEM É O MEU CLIENTE?

          É aquela pessoa que deseja muito mudar sua condição, que tem a total consciência de que não existem milagres, que sozinha, eu nada farei por ela, não posso, não tenho recursos, eu preciso do cliente ativo em seu tratamento, trabalhando juntos, estarei com ela o tempo todo, de várias formas, é assim o programa.
          O que um cliente trás para mim, é um ICEBERG, como o da foto; e acostumado com o padrão de tratamentos existentes -“diz é seu resolva”.
          Só que eu não trabalho sozinha, eu vejo o que está na superfície da água, ou seja: o excesso de peso; e somente ele conhece o que está submerso, mesmo que não saiba disso. Com certeza ele não sabe que o saber, está com ele. Foi treinado num papel passivo, onde o saber é do outro, que ira fazer o conserto por ele.
          Assim juntos, somente juntos, faremos o mergulho e o reconhecimento de seu iceberg, e será com esse reconhecimento que iremos dissolvendo a geleira. O visível é apenas conseqüência, não preciso me fixar nele.
          Como iremos dissolver a geleira? Com muitos recursos, não é um pacote igual para cada cliente, cada um é um, tem seu tempo, seu ritmo. Maior ou menor resistência para fazer o mergulho. Além disso, é preciso lembrar que o cliente obeso, é assediado todo o tempo, com as promessas milagrosas de emagrecimento a tarde inteira passa comerciais de emagrecedores, pessoas com “dicas” para emagrece. E de quebra temos os interesses comerciais mais graves e perigosos ainda, que são as anfetaminas, que rolam soltas no mercado, inclusive é droga do mundo das drogas ilícitas. Compra-se facilmente no mercado negro.
          Existem as pessoas que são pacientes, e as que são clientes.

ElizabethChimicati

quarta-feira, 18 de maio de 2011

"OS BAOBÁS"









No dia 09 de abril, eu postei este trecho do livro de:     
Antoine de Saint Exupery,
Com o objetivo de fazermos uma reflexão, eu não me esqueci, é que surgiram assuntos que escolhi naquele momento priorizar.

... "Fiz notar ao principezinho que os baobás não são arbustos, mas árvores grandes como igrejas. E que mesmo que ele levasse consigo todo um rebanho de elefantes, eles não chegariam a dar cabo de um único baobá.
         A idéia de um rebanho de elefantes fez rir ao principezinho:
         - Seria preciso botar um por cima do outro...
         Mas notou, em seguida, sabiamente:
         - os baobás, antes de crescer, são pequenos.
          É fato! Mas porque desejas tu que os carneiros comam os baobás pequenos?
         - porque haveria de ser?
Respondeu-me, como se tratasse de uma evidência. E foi-me preciso um grande esforço de inteligência para compreender sozinho esse problema.
          Com efeito, no planeta do principezinho havia como em todos os outros planetas, ervas boas e más. Por conseguinte, sementes boas, e ervas boas sementes más, e ervas más. Mas as sementes são invisíveis. Elas dormem no segredo da terra até que uma cisme de despertar. Então ela espreguiça, e lança timidamente para o sol um inofensivo galhinho.
Se for de roseira ou rabanete, podemos deixar à vontade. Mas quando se trata de uma planta ruim, é preciso arrancar logo, mal a tenhamos conhecido. Ora, havia sementes terríveis no planeta do principezinho: as sementes de baobás... O solo do planeta estava infectado. E um baobá, se a gente custa a descobri-lo, nunca mais se livra dele. Atravanca todo o planeta. Perfura-o com suas raízes. E se o planeta é pequeno e os baobás numerosos, o planeta acaba rachando.
É uma questão de disciplina, me disse mais tarde o principezinho.
-Quando a gente acaba a toilette da manha, começa a fazer a toilette do planeta. É preciso que a gente se conforme em arrancar regularmente os baobás logo que se distingam das roseiras, com as quais muito se parecem quando pequenos. É um trabalho sem graça, mas de fácil execução.

      Antoine de Saint  Exupery


          Eu ganhei este livro por volta: 1964 a 1966, era o livro da minha geração, ninguém era candidata mis, mas Exupery, estava no auge.
Esse diálogo em especial, do principezinho com o piloto, nunca foi digerido por mim, naquela época eu fiz a seguinte interpretação: Todo mau antes de crescer é pequeno, assim mais fácil de transformações.
               Para vocês entenderem como este texto deixou marcas em mim, assim que comecei a tratar da obesidade, conseqüentemente fui estudar TOC, Transtorno Obsessivo Compulsivo, imediatamente me lembrei deste texto encontrei meu velho e amarelo livro. Li. Reli. Treli. Assim entendi o que tanto me impressionava nesse texto por tantos anos.
               Ele faz uma descrição física do estado mental de um Obsessivo compulsivo, quem o é, vai reconhecer com grande alívio, pois é alguma coisa que existe e pode ser modificada.

        ”Mas notou, em seguida, sabiamente:
         - “os baobás, antes de crescer, são pequenos”.

Não adoecemos da noite para o dia. Geralmente existe um desencadeador para cada um de nós, um fato na vida da pessoa que para ela serviu de gatilho para o, desabrochar das sementes de baobá e atravancassem seu planeta.  

“E foi-me preciso um grande esforço de inteligência para compreender sozinho esse problema.
          Com efeito, no planeta do principezinho havia como em todos os outros planetas, ervas boas e más. Por conseguinte, sementes boas, e ervas boas sementes más, e ervas más. Mas as sementes são invisíveis. Elas dormem no segredo da terra até que uma cisme de despertar. Então ela espreguiça, e lança timidamente para o sol um inofensivo galhinho.

O nosso cérebro será uma analogia com o planeta do principezinho. As sementes são nossas lembranças boas e más, e as ervas o processo mental de cada um, diferenciado, particular pessoal. Todo esse processo é invisível a olhos leigos ou desatentos. Enquanto muito jovenzinhos elas dormem no segredo de nosso coração...    

O solo do planeta estava infectado. E um baobá, se a gente custa a descobri-lo, nunca mais se livra dele. Atravanca todo o planeta. Perfura-o com suas raízes. E se o planeta é pequeno e os baobás numerosos, o planeta acaba rachando.

Essa é para mim, a descrição mais bonita que já conheci de psicopatologia. Ela diz tudo, nossas mentes, em maior ou menor quantidade está infectado pelos lixos de nossa educação e cultua, se não buscamos fazer faxinas, nunca mais nos livramos do lixo, ficamos com o planeta atravancado, perfurado pelas raízes dos baobás, até que o planeta acaba rachando. Como ele racha? No uso de todas as drogas, inclusive as lícitas, e comida... E ma doença mental grave.

É uma questão de disciplina, me disse mais tarde o principezinho.
-Quando a gente acaba a toilette da manha, começa a fazer a toilette do planeta. É preciso que a gente se conforme em arrancar regularmente os baobás logo que se distingam das roseiras, com as quais muito se parecem quando pequenos. É um trabalho sem graça, mas de fácil execução.

É uma questão de disciplina. Buscar tudo que desejamos, é saudável, lícito. Porem o único meio de sermos bem sucedidos é através da disciplina, fazer o que for necessário, mesmo que seja sem graça, difícil. Ser adulto significa que eu sei o que precisa se feito e, vou fazer. E faço, seja lá o que for necessário para ter uma vida digna.

ElizabethChimicati

terça-feira, 17 de maio de 2011

"O HOMEM É CONDENADO A SER LIVRE"


“É o que posso expressar dizendo que o homem está condenado a ser livre. Condenado porque não se criou a si mesmo, e como, no entanto, é livre, uma vez que foi lançado no mundo, é responsável por tudo o que faz”
Jean Paul Sartre

            “O homem está condenado a ser livre”.
“Condenado porque não se criou a si mesmo
           “e como, no entanto,”
“é livre”,
           “uma vez que foi lançado no mundo,”
“É responsável por tudo que faz”.

É com freqüência que alguns clientes, muitas vezes, questionam o porquê de não responsabilizar suas mães, Por suas dificuldades.  

As responsabilidades de nossos pais foram responsabilidades deles, que, com toda certeza fizeram o melhor que podiam, naquele momento de suas vidas.  Lembrando que eles também tiveram pais, que tiveram pais e, que........

Reconheço a dor de cada um, me compadeço com as histórias, mas o resgate tem que ser feito, você agora é adulto, a sua vida te pertence e, seja lá o que tenha sofrido está na hora de lavar a alma em uma terapia ou da forma que você achar melhor e, principalmente perdoar.

Nós também erramos com nossos filhos. Somente um erro é muito difícil de aceitar, a crueldade conscientemente, deliberada, sádica, perversa. Mesmo que saibamos que estes casos são uma severa patologia.

Porém “uma vez que foi lançado ao mundo, é responsável por tudo que faz”

Estar gordo é responsabilidade de cada um.
Estar drogadito é responsabilidade de cada um.
Estar alcoólico é.......  
Estar tabagista é.....

Mesmo que nossos pais, isto ou aquilo, que a ANVISA, ?????

E toda a parafernália, de conveniências criadas ditas para ajudar os compulsivos, não seja competentemente efetiva, a responsabilidade pelo que você esta escolhendo é sua. Muitas pessoas conseguem superar dificuldade, apenas após se tornarem auto-responsáveis.

ElizabethChimicati

quarta-feira, 11 de maio de 2011

O Que é Adicção? Porque algumas pessoas usam drogas e outras não? Porque algumas pessoas perdem o controle com o que comem, e outras não?



            “Os adictos são pessoas que têm uma predisposição de reagir aos efeitos das drogas de maneira específica, isto é, de maneira tal, que tratam de usar seus efeitos para satisfazer um desejo oral arcaico, que é, ao mesmo tempo, um desejo sexual, uma necessidade de segurança básica, e de conservar a auto-estima” (FENICHEL, OTTO. Teoria psicanalítica de lãs neuroses).  A privação do prazer, a falta de segurança básica e a perda da auto-estima são vividas pelo dependente como um desmoronamento, aniquilação, ameaça iminente de morte psicológica. A urgência de alívio dessa ameaça leva o adicto a estabelecer um vínculo de vida ou morte com a droga. As primeiras experiências com as drogas trazem alívio para essa ansiedade, gerada pelo caos que está sendo vivido como aniquilamento do ego. Ao passar o efeito das drogas e na volta à consciência da realidade, o adicto, frente a essa ameaça, mais sensível e mais fragilizado, volta ao uso das drogas que vai se tornando vital para ele. Progressivamente, e no desenvolvimento e avanço da doença, estabelece-se assim, a dependência, cada vez mais solidificada pela síndrome de abstinência. O adicto não acredita mais ser possível viver sem a droga. A grande dificuldade do processo de recuperação é que além de ter que superar a dependência, ele terá também de confrontar todos os seus fantasmas, deixados ou criados pelo passado de ativa....

Do livro Obesidade uma doença do afeto – EclizabethChimicati e Sálvio Maciel.   

Qual o problema do álcool e da maconha para os adictos?

Estas drogas são chamadas, drogas de entrada. O que é isso? - “O superego é solúvel em álcool” (para descontrair). Ao usar uma destas drogas a pessoa perde a condição de discernimento, perde o senso crítico, fica vulnerável a qualquer oferta, qualquer convite, qualquer desafio. Na letargia ( Sono profundo em que a circulação e a respiração parecem estar suspensas. 2. Fig. Apatia, indolência extrema. Qualidade de indolente. 2. Falta de força ou de estímulo para actuar! no momento oportuno. 3. Med. Insensibilidade física; falta de dores. da maconha e na valentia alcoólica, vale tudo.
Por isso, a liberação da maconha, já que para o álcool, esta escancarada. Agora com a maconha é, abrir a porteira do inferno, mesmo não sendo a droga, que faz o drogadito. Isto é facilitar para drogas mais perigosa, lembrando que o álcool, e a maconha são drogas de entrada.
            Porque as “discussões” não se organizam para a busca de tratamentos sérios, com profissionais que saibam o que fazer, e não indicados politicamente. Ou fama na TV? A banalização da maconha mostra bem como funciona o nosso país, com seus jogos de interesse, não tem nenhuma preocupação ou responsabilidade com o usuário de drogas, mas, com certeza com interesses escusos.
Aos usuários de drogas; vocês acreditam que foco são vocês? Cai na REAL.

discussão 
s. f.
1. Exame de uma questão em que tomam parte várias pessoas.
2. Polémica.
3. Controvérsia.
4. Questão.
5. Desinteligência.
6. Jur. Excussão.


ElizabethChimicati

terça-feira, 10 de maio de 2011

Obesidade a doença do milênio... OBESIDADE É SINTOMA.

Obesidade a doença do milênio...
OBESIDADE É SINTOMA.

               Esse chavão é hilário, ele sempre precede ao anuncio de algumas pílulas mágicas. Tome e emagreça. Você não acha, que se estas pílulas funcionassem, já não teriam resolvido a “doença do século?” – no mínimo, não seria mais uma “doença,” de preocupação, para muitos países.  
               Vejamos o caso da AIDS, em 1983, foi um Deus nos acuda; xícaras e copos trocados por descartáveis; conveniente não? – era impossível imaginar se aproximar de um portador do vírus, bingo, você já era um “deles”.
               Estamos em 2011 e, hoje, se não faz mais, tanto alarde como em 83; a ciência evoluiu, tem elucidado ás pessoas do que é verdade e do que é mito, com relação ao vírus HIV.
               Outra doença muito familiar a todos nós, é o câncer, as pessoas mais vividas e menos alienadas, sabem muito bem o progresso que a ciência vem alcançando no tratamento do câncer.     
               Estes são exemplos do que seja uma doença, tem sempre um agente, é passível de constatação, de evolução de tratamento e inclusive de cura.
               Obesidade/doença”, - agente causador? Comilança compulsiva-. _ mesmo que o obeso negue. Que ele não se empanturra na frente das pessoas, o faz escondido. Isto é fato. Ninguém engorda sem abusar de comida, é mentira.
_ Eu tive a cara de pau, em dizer a um médico certa vez; - Eu não sei por que estou gorda; eu como o mesmo tanto que meus filhos.  Meus filhos tinham de cinco a três anos.
- Se eu fosse este médico, teria dito para mim: - toma cuidado; - que você vai matar os seus filhos de tanta comida.
               OBESIDADE pode ser: SINTOMA, CONSEQÜÊNCIA, SEQUELA. Qualquer coisa; exceto doença.
               Os marqueteiros sabem que à tarde, é horário de televisão, Voltado ao publico feminino. Todos os canais têm sua pílula mágica, e grandes promoções, eu ainda sei o nome de algumas da minha época, tem uma que ainda existe.
               Você já leu as bulas? – Todos eles indicam uma dieta alimentar. O que vai te emagrecer, se você fizer direito será a dieta, mas, jamais o remédio. Caso tenha anfetamina em sua formula, também você vai emagrecer devido a uma anorexia induzida quimicamente. Assim que você parar de tomar o remédio, voltará a engordar e mais uns quilos extras.
Se você trocar o sofá, por uma atividade prazerosa, divertida, descontraída, irá ter um benefício muito maior; por quê? Geralmente nesses horários, filhos na escola, preguiça da comilança do almoço, ficamos do sofá para a geladeira até o fim da tarde.
Eu abuso do dicionário, mesmo com palavras usadas e mais usadas, nunca acredito conhecer o seu significado, sempre consulto quando o que falo é de muita gravidade.

ElizabethChimicati

doença
(latim dolentia, -ae, dor) 
s. f.
1. Falta de saúde.
2. Moléstia específica (que ataca animais e vegetais).
3. Fig. Coisa que incomoda. = mal
4. Vício; defeito; mania.
5. Bras. O mesmo que parto.
Med. doença celíaca: patologia intestinal crônica do intestino que inclui intolerância ao glúten.
Veter. doença das vacas loucas: o mesmo que encefalopatia espongiforme bovina.
Med. doença de Alzheimer: enfermidade degenerativa cerebral que afecta! as capacidades mentais, a memória e a orientação, podendo atingir a demência.
Med. doença de Creutzfeldt-Jakob: enfermidade degenerativa que afecta! o cérebro, o cerebelo e a medula, provocada por partículas conhecidas por priões, que se manifesta inicialmente por tremuras, incapacidade de controlar os movimentos, perda da fala, incapacidade de deglutir e demência.
Med. doença de Parkinsonafecção! degenerativa do sistema nervoso caracterizada por tremura e rigidez muscular.
Med. doença do(s) legionário(s)infecção! pulmonar causada pela legionela. = legionelose
doença prolongada: designação eufemística para o cancro.


4. Vício; defeito; mania.
Aí sim, ele esta falando, de transtorno obsessivo compulsivo, ou seja; TOC, este tem tratamento sim. E não é doença é um transtorno de ordem psicológica e ou psiquiátrica.
               Algumas pessoas escutam o galo cantar, mas não sabe onde e nem vai procurar. Desista não existe remédio para emagrecer. O que existe são drogas que induzem quimicamente, você a um quadro de anorexia, quando tirar o remédio você irá engordar o que emagreceu e mais um poço. Além de correrem sérios riscos com sua saúde.

vício
(latim vitium, -ii
s. m.
1. Defeito ou imperfeição.
2. Prática freqüente de acto! Considerado pecaminoso.
3. Tendência para contrariar a moral estabelecida. = depravação, libertinagem
4. Hábito inveterado. = mania
5. Dependência do consumo de uma substância (ex.: vício do álcool).
6. Erro de ofício.
7. Erro habitual no uso da língua.
8. Mau hábito ou costume que as bestas adquirem.

defeito 
s. m.
1. Imperfeição física ou moral.
2. Deformidade; vício; balda.
3. Pop. Inconveniente; estorvo.

mania 
s. f.
1. Aferro a uma ideia fixa.
2. Por ext. Capricho, teima.
3. Desejo imoderado.

               A doença do milênio é de ordem Ética/moral, Falta dignidade, solidariedade, empatia, honra, bondade, estamos com nossa dignidade doente. Mas, jamais em tempo algum; OBESIDADE FOI DOENÇA, doente esta quem quer se aproveitar de nossa condição.

OBESIDADE É SINTOMA.